Contando Histórias

FNM - A Primeira Industria De Motores No Brasil



Em 1938, vários fatos a surgiram para a realização de um Parque Industrial em solo brasileiro, um deles, foi o do General Edmundo de Macedo Soares, que enfrentou acusações de vandalísmo por tentar destruir um pomar em Volta Redonda, para a construção de uma siderúrgica, no mesmo ano o Brigadeiro Antonio Guedes Muniz era considerado um visionário por querer fabricar máquinas e motores, assim em 13 de Julho de 1942, na pequena Cidade de Xerem, Km 23 da estrada que liga Petrópolis ao Rio de Janeiro, no Município de Duque de Caxias,  inaugurou- se a Fabrica Nacional de Motores – FNM .

Apesar do fim da Segunda Grande Guerra Mundial os motores ali fabricados já considerados obsoletos ( Wright- Ciclone de 450 cv ) o Brigadeiro Muniz tentou aproveitar a capacidade da empresa em outros setores evitando que ela fosse fechada e em Dezembro de 1947 a FÁBRICA Nacional de Motores – FNM, tornou- se uma sociedade anômima com grande parte de ações em capital aberto e o restante subscrito pelo Governo Federal, onde em seguida assinou- se um contrato com a fábrica italiana Isotta Fraschini para a primeira série de caminhões brasileiros, era um modelo FNM D-7300 com motores diesel de 130 cv.



 No final do ano de 1949, a FNM apresentou seus primeiros 50 caminhões, sendo que o índice de nacionalização já diminuindo para 30% , onde a Isotta Fraschini não recebeu financiamento do plano Marshal e faliu, levando a FNM a entrar em novos planos e entendimentos desta vez com a Alfa Romeu. 

Em 1951 reiniciana a fabricação de caminhões pesados substituindo o antigo modelo por outro mais potente denominado de FNM D- 9500, onde teve muito sucesso e aceitação, surgiu então o modelo FNM D –11000 , mais robusto e mais moderno, onde foi produzido por mais de dez anos sem alterações ou modificações, Na Itália a Alfa Romeu entre o ano de 1956 e 1957 desenvolveu o motor 2000 de quatro cilindros em linha que atingia a potência de 108 cv e 5.400 rpm, com duplos comandos de válvulas no cabeçote, na transmissão tinha uma caixa de marchas de cinco velocidades com embreagem de acionamento hidráulico, amortecedores hidráulicos, pneus radias, e um grande conforto e muito luxo, lançado no Salão de Turim, em 1957, e lançado no Brasil no dia 21 de Abril de 1960, em comemoração a data de fundação a nossa Capital Federal Brasília , era o FNM JK 2000,  inovando com o lançamento do seu automóvel, apesar de não ter fabricado mais de 500 unidades anuais, pois a qualidade do serviço técnico na época deixava a desejar, só melhorando a situação da fábrica no ano de 1962 durante a realização do III Salão do Automóvel no Parque do Ibirapuera em São Paulo, onde foi apresentado um modelo mais luxuoso do JK , mais nada foi alterado.

Em 1964, a situação da fabrica não era das melhores, assumiu o comando da empresa o Major Silveira Martins tentando organizar a partir do quadro de funcionários encomendando ao projetista brasileiro Rino Malzoni uma carroceria especial para o modelo cupê que seria montada sobre a plataforma mecânica do FNM 2000 , dando origem ao carro esporte da FNM , o Onça, e ainda o Major Silveira conseguiu mobilizar novos recursos financeiros para implantar uma proposta de expansão da fábrica, onde encerrou o ano de 1965 com um faturamento de 44 milhões de cruzeiros e uma produção de 388 automóveis.



Em 1968 a Alfa Romeu italiana assumiu o controle acionário da FNM por 36 milhões de dólares, onde deu- se uma nova etapa para a fábrica com perspectivas de entrada de novos modelos de carros no mercado brasileiro, mais a direção da fábrica optou apenas em melhorar o modelo já existente, assim no final de 1969 veio o FNM 2150 quase igual ao modelo 2000, com apenas algumas modificações, como capô mais baixo, onde possuía um motor de 2.132cm3 elevando- se a taxa de compressão passando de 7,6 para 8,1, com potência de 125 cv a 5.000 rpm e com uma inovação de servo freio a vácuo, com muito conforto e luxo em 1970 atingiu 1209 unidades vendidas deste modelo, uma marca histórica para a fábrica da FNM.

Em 1972 foi lançado para o mercado o FNM  2150 muito mais aperfeiçoado, onde se expandiu a rede de concessionárias e oficinas autorizadas por todo o Brasil, sendo o melhor automóvel fabricado pela FNM . Neste mesmo ano foi remodelado a linha de caminhões após um acordo de cooperação com a Fiat para fabricar veículos industrias no Brasil, e em março de 1974 a FNM lançou o Alfa Romeu 2300 trazendo de vez a identificação da fábrica italiana em toda a sua linha, como no tradicional motor de quatro cilindros em linha com duplo comando de válvulas no cabeçote, com cinco marchas, freios a disco, servoassistidos com duplo circuito hidráulico incluindo um modulador de ação para as rodas traseiras, com otor de 2300 cm3 com 140 cv a 5700 rpm onde em 12 segundos chegava a 100 km/h , sendo neste ano de lançamento deste modelo foram vendidas 4.000 mil unidades o que determinou o crescimento de 196% da FNM se comparando ao ano de 1973 .  Mai breve contaremos mais da FNM e da primeira fábrica de motores no Brasil.

Pesquisa: Carlos Guimarães 






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